New year… old dreams…

O ano novo começou e ao invés de escrever resoluções eu optei por escrever frustrações. “Mas por que?” – você me pergunta meu caro leitor.
Porque minha resolução deste ano é: elaborar as frustrações acumuladas nestes 30 fuckin’ anos de reencarnação.

Então vamos com calma porque a lista é grande. Vem com a tya.

  1. Escrever contos: Na oitava série e no segundo ano de cursinho, 1999 e 2004, foram os únicos anos que eu consegui escrever contos e dissertações com razoável qualidade e pouca dificuldade… em 2006 e 2007 retomei a escrita com reflexões e hoje apenas escrevo alguns mimimi variados neste blog, textões em FB, breves tweets, legenda em foto de instagram e não menos importantes: projetos acadêmicos.  Sei que aprendi a ter coerência na escrita e para a média populacional, até que escrevo bem, mas sempre fico com a sensação que gostaria de me expressar melhor ou de forma mais literária.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Fotografia: Sempre foi uma grande paixão, ganhei minha primeira câmera aos 8 anos de idade e nunca desgrudava dela. Enchia meu pai para comprar filmes e depois para revelá-los (o que gerava muita fala: Vc acha que eu sou sócio da kodak, menina?). A paixão deu uma leve amadurecida, acabei comprando uma super zoom da nikon para aprender a usar o modo manual, mas foi ai que desandou. Nenhum curso me aceitava por eu ter uma superzoom e não uma Dslr, e como ser autodidata não é o meu forte acabo usando daquele jeito, na tentativa e erro. Pensei em vender a superzoom e pegar uma dslr, mas quando pesquiso o preço das lentes básicas, os valores fazem meu bolso doer. Lamentemos.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Ballet: Eu fui matriculada no ballet aos 4 anos, como 97% das garotas, parei ainda criança e retomei a dança na adolescência,  mas o sonho durou pouco. Além do bullying sofrido por eu ser mais cheinha – bullying especialmente ds professora, que merecia um processo na cara – também tinha dificuldades para decorar longas sequências com pouco ensaio, logo, me reprovaram na avaliação  (sem antes ter um pouco de humilhação). Traumatizei. Hoje não danço nem sozinha em casa. Talvez fosse a escola, se eu tivesse em outra teria aprendido a me expressar melhor, mas enfim. Cagada feita. Frustração instalada.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Veterinária: Minha paixão por animais nunca foi mistério, mas não adianta apenas gostar de bicho se vc não sabe física e química para passar no vestibular. Como a única opção era a universidade pública, e a concorrência era mais acirrada, tentei por 3x o vestibular, sendo dois anos de cursinho. Fracassei nas 3. Apesar disso tento lidar com essa frustração cuidando bem dos meus amimais e trabalhando com eles de outros modos terapêuticos.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Violão: Quem nunca quis ser um rockstar? Tá,  eu nunca quis ser famosa, mas sempre quis ter banda ou aprender a tocar aquelas músicas do c****** , desta forma ganhei um violão aos 12 anos, tive algumas aulas, mas simplesmente não conseguia manter os dedos na posição certa ou movê-los rapidamente. Fui cansando da minha descoordenação motora e encostei o violão.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Inglês: Está ai um negócio variável… tem dias que minha pronúncia está boa, tem dias que está pior que a do Joel Santana, tem dias que leio com facilidade e tem dias que me confundo com o verbo to be. Nos dias mais difíceis eu sento e choro e são nestes dias que me frustro  mais com o inglês.  Esse ano tomei vergonha na cara e já combinei aulas particulares, afinal o mundo não liga para minhas variações de humor linguísticas.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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  1. Concurso público: Sabe quando você se mata de estudar, chega na hora, vc bloqueia e assinala a alternativa mais away que existe? Ou quando vc está em dúvida em a certa e a errada e claaaro que marca a errada (ou passa errado para o gabarito)? Ou ainda quando vc finalmente vai bem em uma prova mas não chamam sua classificação ou cancelam o concurso (sim, já aconteceu) e vc ainda conhece pessoas que foram chamadas por obra do além, uma vez que brotaram 766873 vagas na validade do concurso que ela prestou? Pois é. Preciso falar mais nada.

Nível de frustração de 1 a 5 Leozinhos DiCaprio que perderam o oscar:

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Para este 2016 eu não pretendo realizar nada dessa lista – tirando o inglês por necessidade acadêmica – mesmo que Leozinho passe a simbolizar superação (porque eu acredito que neste ano ele leva o Oscar coitado), o que eu quero para este ano é viver mais leve, sem amarras com frustrações, traçar novos objetivos com calma, mas sem neura para cumpri-los. Afinal, tenho aprendido que a vida tem que ser pelo menos divertida.

Então que este 2016 seja isso: DIVERTIDO.  

 

das coisas que eu gostaria de entender

…a dificuldade que as pessoas tem de escutar e/ou decidir.

sério. é pedir demais que parem para ouvir quando eu tenho que falar/perguntar alguma coisa? custa decidir alguma coisa – e vejam aqui que não é nada complexo, são coisas triviais, como o que quer comer, se quer ir, enfim – me diz: custa? deve custar e deve ser caro né, porque vou te contar… não tá fácil não.

seria legal se passasse pela mente de quem não ouve/decide que se eu estou perguntando é porque opa! preciso de uma opinião! ou então estou cansada de fazer tudo sozinha e um palpite ou vontade poderiam ajudar. mas pra que facilitar né?

bora deixar a louca mais louca, a cansada mais cansada e assim por diante…

esgotamento

Eu sei lá vocês, mas tem dias em que a sensação é de que não sobrou nada para contar história. As coisas vão sendo feitas sabe-se lá como, as palavras saem por sair, as tarefas vão sendo riscadas e você nem sabe muito bem o porque ou como. É como se na verdade eu fosse outra pessoa, e essa pessoa está aí, trabalhando cozinhando lavando passando arrumando telefonando escrevendo, mas Y do como isso tudo aconteceu. Quando vai ver já está lá com o aspirador em punho ou fazendo uma lista de afazeres ou enviando um email – pera, o que estava escrito no email mesmo? – e assim vai.

Acho que isso deve ser o tal do esgotamento. Quando você não tem mais vontade forças ou seja lá o que for que te move e ainda assim não para porque oi, não dá para parar minha filha. Se você parar só vai acumular tudo e você bem sabe o como odeia fazer coisas atrasadas/acumuladas. É só lembrar da louça que lavou hoje cedo porque ontem a noite ficou. Vai lá e faz logo, fudida por fudida tanto faz mesmo.

Muito louco tudo isso. Não sei nem se faz sentido.

Sei que estou esgotada.

 

ps- acabei de perceber que já tem um post com esse título, pra vc ver que esgotamento: não sabemos fazer passar. Um beijo

Give yourself a break.

That's meEu sou uma pessoa muito ansiosa… mas muito mesmo…. para vocês terem uma ideia eu nasci de 7 meses. Isso RESUME.

E ter a ideia de entrar no meio acadêmico AND continuar em um trabalho regular foi uma insanidade, uma insanidade boa, pq quem não gosta de se superar, né? Mas que minha vida social, emocional, sexual, espiritual está totalmente desorganizada isso está. Simplesmente não dá tempo de fazer tudo em 24 horas. E quanto mais você faz mais as pessoas ao seu redor te cobram e quanto mais me cobram mais ansiosa eu fico.

Eu, pessoalmente, não consigo cobrar nada de ninguém, fico envergonhada se tenho que pedir um relatório que preciso, ou mesmo a devolução de uma grana que me faz falta. É aquela história de quem tem em seu repertório a doação dificilmente tem a cobrança para com o outro em conjunto, o que é desgastante porque gera desequilíbrio, sabe.

Porém estou tentando me policiar e fazer mais atividades que eu gosto puramente, como por exemplo visitar meu cavalo, andar a toa ou tomar um café num local diferente. Nem isso eu me permitia, porque minha consciência era tão carrasca comigo que comprava a cobrança alheia e me punia caso eu não estivesse 150% dedicada àquilo. Graças a Deus existe terapia (God save the Psicólogos) e minhas neuras deram algumas tréguas.

Então se você está ai, agitado, ansioso, se punindo. Apenas pare. Respire. e tire UMA HORA para fazer algo que te faz bem, seja ler, escrever, correr atrás do seu cachorro, limpar a casa, ouvir uma música. Se dê uma folga um pouquinho por dia, pq senão surtamos mas o mundo continuará a girar.

Viajo ou tenho um filho?

Preciso de chá e cama.

E as crises continuam, afinal a cada dia que me aproximo da casa dos trinta, apesar de faltar um ano e um mês para tal, as cobranças sociaiszzzzzzzzzzzzz aumentam…
Eu juro que tento me blindar das inimigas dos comentários e da auto cobrança, mas oi? Ansiedade nasceu comigo e pelo visto não me largará jamais.
A couraça que temos que nos revestir para não nos cobrar do desejo do outro é imensa que chega a pesar na alma.
Como indaguei no último post fico tentando separar o que é da minha vontade e do que é da vontade do outro, além, do que é da minha vontade sem eu me sentir culpada por não ser a mesma vontade do outro. Complexo? Simplifico.

Maria quer que eu coma beterraba. Eu quero brigadeiro. Eu como brigadeiro, mas fico culpada por não ter querido comer ou comido a beterraba que a Maria queria que eu comesse. Melhorou?

Já posso me internar?

Enfim, se alguém vender uma boa couraça ou tiver algum filtro mágico de cobranças, favor me emprestar.

cabou humanidade

Acho chato eu chegar aqui e reclamar do mundo (na verdade das pessoas que vivem nele). A impressão que dá é que tá tudo certo, tudo legal e eu que sou a errada. E até pode ser, vai saber, você querer que as pessoas sejam bacanas, sinceras, abertas às novidades e às diferenças. E veja que diferença aqui não é nada demais, mas o simples (simples?) fato de ouvir o outro, de não se achar o centro do universo, não querer passar todo mundo para trás porque dig dig din sou foda.

É que é especialmente triste você ver que está certo em algumas situações. A loka né? estar certa e não querer, mas é que quando isso se trata de um julgamento de caráter é sim triste, você achar que a pessoa não é assim uma brastemp, dar um voto de confiança e ela realmente não ser. Lógico que se fosse bem parar pra pensar, alguém que fala mal de to-do mundo pelas costas mas paga de amiga na frente não poderia ser assim la muito confiável né mermo? Mas é que sei lá, rola um quê de Polyana de jogar o jogo do contente e achar que pode sim ser diferente, que pode ser uma impressão errada ou sei lá. Tonta né.

Mas enfim… acho que essas servem pra gente meio que largar a mão de ser bacana, de deixar passar, de se auto valorizar e etc e tal. Já que infelizmente não dá pra depender de geral ser bom, fazer o meu pouquinho pra tentar passar isso pra frente e vamo que vamo.

Ah, antes que eu me esqueça, pau no seu cu. Sou legal, tento relevar, mas no fundo quero mesmo é xingar.

Um beijo.

Esgotamento.

Sabe esses dias que tu acorda de ressaca não dá muito bem para definir se era melhor ter apenas dormido até o ano que vem, ou ainda pegar um trem e sumir? Pois é, se você não tem, parabéns, porque hoje o meu está assim. Esgotamento acho que define bem.

Mas, esgotamento do que? Você voltou não faz nem um mês de “férias”, sua casa está relativamente em ordem, o trabalho idem. Bebeu? Bebi não embora até fosse uma boa. Só que ele apareceu, o tal esgotamento. De novo. É, de novo. E aí que mora o medo. Porque já tive isso antes, algumas vezes, mas uma mais grave. E ter que conviver com a sensação de todo stress e depressão voltarem a conviver a cada segundo não á agradável. Acredite.

Numa dessas, haja exercício de respiração, de tentar se acalmar. E haja choro para extravasar a raiva e o cansaço que vem junto. Sensação de impotência. Tipo uma bosta. Um cu, para ser bem clara.

E aí a gente desabafa né? Pra ver se passa. Que ainda tem um longo dia pela frente.