Casando com pouca grana mas muito calor humano.

E então eu me casei de papel passado, Braseeeel!!!!
Ninguém esperava por isso, e a decisão, apesar de ser namorada há 8 anos e namorida há 3, veio de repente, assim como os preparos e a vontade súbita de me tornar uma Senhora judicialmente reconhecida, porque de alma e coração eu já me conhecia assim.
Foi tudo simples, poucos gastos, tudo bem íntimo, ao ar livre, coração aberto e mensagens lindas de todos os cantos por onde espalhamos amigos, tanto dos que foram quanto os que acompanharam pela cobertura facebookiana ❤
Não entrei a cavalo, para a decepção de muitos (HAHAHAHAHA), nem levei os outros filhos (felinos/caninos), a fim de poupá-los do estresse do transporte, do barulho e da mudança de ambiente, mas os levei em pensamento…
E apesar de ser tudo do nosso gosto infelizmente não conseguimos chamar todos que gostaríamos, e outros não puderam vir por imprevistos da vida.
Mas como disse, o ritual em si foi delicado e tocante, com um ambiente muito, mas muito acolhedor e isso que importa. 
Apesar dos burburinhos, críticas e amarguras de alguns, nada nos tem abalado, antes/durante/depois, e apenas deixamos nossas orações para abrandar as almas mais endurecidas…

O que aprendi organizando um casório em poucos meses?

1) Que não precisa de rios de dinheiro, mas sim disponibilidade, bons amigos e mente aberta.
 2) Pesquisar BEM os preços.
 3) Apostar nas empresas familiares/menores – com indicação é claro.
 4) Pensar e apostar nas formas acolhedoras e criativas  na organização e decoração.
 5) Manter o pé no chão.
 6) Não dar ouvido aos desejos dos outros (a não ser seu desejo e o/a do(a) ser amado(a)) – Essa é a mais difícil na minha opinião e caí sim em pequenas ciladas. 
 7) Não ter medo de pedir ajuda. – Thanks a lot aos padrinhos, pais e sogros por isso.

E no final, deu tudo certo. ❤

Casório

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Um nota sobre relacionamentos

A sociedade atual prega a agilidade das tarefas, dos comportamentos e dos relacionamentos, tudo passou a ser descartável e aprendemos a eliminar ~ e não reparar ~ quando algo passa a não se adequar às nossas expectativas.
Venho notando, pelos relatos de conhecidos ou mesmo no âmbito profissional, que investir no outro “saiu de moda”, e o que é realmente é reforçado pela sociedade é fugacidade nas relações, sejam estas de amizade, amorosas ou familiares.
Não é mais ensinado o modelo empático para se compreender o outro, tão pouco os ganhos de um investimento em uma relação saudável, mas sim a saída mais fácil e rápida: O descarte do próximo. E talvez este seja o grande mal de nossa geração.
Ao ver esse vídeo, a respeito de uma pesquisa sobre intimidade, além de retomar esta reflexão que venho construindo, sobre o cultivar das relações, percebo ainda que ao passarmos correndo pela vida, simplesmente não nos atentamos ao outro, ainda mais quando este outro vive com a gente, e que de tão natural que a relação ficou, acaba passando despercebido na rotina.
Não observamos mais este outro, com suas características, seus detalhes, suas nuances. Não tocamos mais neste outro com a motivação da descoberta e do respeito à sua identidade.
Não damos a ele o seu lugar de existência.
E o vídeo mostra que em apenas 4 minutos de contato íntimo, ao olhar nos olhos do outro, parando nossa vida momentaneamente, podemos resgatar sentimentos e descobrir tanto sobre este outro e sobre nós mesmos. Algo simples, que podemos exercitar todos os dias. Um resgate de nossas relações.

Ah, se muitos soubessem que um olhar sincero é mais íntimo do que muitos toques e carícias, o mundo seria menos fugaz.

Em 55 anos de casamento, nós nunca realmente olhamos nos olhos um do outro dessa forma” – comentou uma mulher ao fim dos quatro minutos. “Quando eu olho para você de perto, percebo o quanto preciso de você“, – respondeu seu marido.