The wind of heaven is that which blows between a horse’s ears.

Arquivo pessoal

Side by side – Arquivo pessoal

O bacana de se ter/conviver com um cavalo é o fato d’Ele te ensinar milhões de coisas… Eu, além de ser psicóloga e horseaddict, sou uma defensora da Equoterapia, acredito no trabalho, já atuei um bom tempo na área e vi os inúmeros benefícios que ela traz.
Mas não apenas a terapêutica em si, que tem que ser realizada por profissionais qualificados para tal #Dik, mesmo o simples contato com os cavalos contribui muito para seu auto conhecimento e conquistas pessoais.
Desde que compramos meu cavalo tenho aprendido a superar limites que nem imaginava tê-los e não estou falando quanto à montaria ou esporte equestre, mas de vivência como Ser Humano, a rever qualidades e dificuldades que possuo no meu dia a dia.
Ele me faz ter mais paciência e a esperar o tempo do outro, a controlar minha ansiedade e afobação que sempre me geraram problemas.  Eu simplesmente não tenho como chegar no sítio e obrigar meu cavalo a fazer o que eu quero, ele tem o tempo e a rotina dele. Logo, espero ele se lembrar do meu cheiro, ver se tem algum material novo por perto, se lembrar dos materiais rotineiros e me permitir entrar em seu mundo, sim, ele está no habitat dele e não no meu, apesar de muitos pensarem o contrário apenas pelo fato dele ser “domesticado”.
Então inicio minha aproximação, coloco o cabresto para ele perceber que chegou o momento de contato com o humano, inicio a escovação, vejo se ele está com algum desconforto, verifico qualquer mudança física ou em seu comportamento, uma vez que ele me sinaliza o que anda acontecendo por ali na minha ausência, limpo suas ranilhas (embaixo do casco), começo a conduzi-lo na guia e o solto um pouco no pasto para correr mais a vontade enquanto limpo seus aposentos e troco sua água.
Ou seja, ele me ensina a ter uma rotina, uma responsabilidade, uma troca, uma cumplicidade. Ao me permitir essa proximidade ele me diz na verdade que confia nos meus cuidados e no meu timing.
Outro ponto interessante é que ele me faz reconhecer meus erros, me ensina a assumir a culpa quando algo está errado e não arrumar justificativas por ai. Quando ele se comporta de um jeito inadequado comigo aprendi – também com a ajuda continua do marido (que se tornou um ótimo horsemanship) – a analisar meu comportamento e verificar o que eu fiz para ele responder assim, simplesmente parei de achar que ele agia assim por ser um animal, como se o desvalorizasse, e passei a perceber que ele reage ao seu ambiente e comportamentos de terceiros assim como nós humanos #DealWithThat
Ou seja, dia a dia, refletindo com os acontecimentos e com os comportamentos um do outro vou percebendo o que eu preciso melhorar, assumindo minha responsabilidade de mudança e tentando levar isso para minha rotina.
Eu não vou me estender e falar de outros inúmeros aprendizados que tenho percebido, até porque quero deixar um gostinho para vocês conhecerem esse encantador mundo dos Equinos e encontrarem seu reflexo nesses animais tão magníficos.

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